"O mais triste do seu drama era que Remédios, a bela, nem sequer reparara nele quando aparecia na igreja vestido como um príncipe"
in "Cem anos de solidão", Gabriel García Márquez
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Vida
Desde então
deixo ficar os meus pés enterrados no chão
Não devo seguir a corrente
porque nada é assim tão urgente
sou levada ao sabor da maré
apenas preciso de ter fé
não sofrer por antecipação
não querer que esteja tudo à mão
e assim se leva a vida
de forma alegre e sentida
para que nada nos faça mal
e tudo seja um mero sinal...
deixo ficar os meus pés enterrados no chão
Não devo seguir a corrente
porque nada é assim tão urgente
sou levada ao sabor da maré
apenas preciso de ter fé
não sofrer por antecipação
não querer que esteja tudo à mão
e assim se leva a vida
de forma alegre e sentida
para que nada nos faça mal
e tudo seja um mero sinal...
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Espelho Meu
Eu só quero pensar,
não, porque eu só quero amar
amar deixar de pensar
pensar no verbo amar
Deixo tudo para trás
e continuo a pensar
numa forma de alterar
a ideia de apaixonar
Não, falemos de amar
apenas amar
amar o sonho bom
amar porque tudo passou
deixa-me aqui a pensar
que quando eu acordar
tudo já tenha terminado
tudo já seja passado
e eu já saiba o que é amar...
não, porque eu só quero amar
amar deixar de pensar
pensar no verbo amar
Deixo tudo para trás
e continuo a pensar
numa forma de alterar
a ideia de apaixonar
Não, falemos de amar
apenas amar
amar o sonho bom
amar porque tudo passou
deixa-me aqui a pensar
que quando eu acordar
tudo já tenha terminado
tudo já seja passado
e eu já saiba o que é amar...
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Ser maior
Quem me dera ser maior, quem me dera correr pela rua e dizer que não sou apenas isto.
A minha alma sente muito mais além, é muito mais que apenas um corpo, é tanta coisa ao mesmo tempo...Sinto vontade de dançar, de desatar a correr, de começar a viver. Quero sair daqui, decidir pelo inesperado, saber o que realmente quero, conseguir andar de saltos todo o dia, poder manchar a minha roupa e comprar outra bem melhor e mais cara, não me preocupar com o depois, com a marca do sabonete, nem com a despedida, nem com o sofrimento. Quero sair por aí, encontrar alguém, apenas alguém...apenas dançar, correr ao sabor do vento, só por um momento, quem me dera só me encontrar...Vamos ver o mar, vamos passear, correr sem saber o fim, imaginar que és tudo em ti, nada mais pode ser assim, porque amanhã vou ser maior, vou inventar mais um pouco em mim...
A minha alma sente muito mais além, é muito mais que apenas um corpo, é tanta coisa ao mesmo tempo...Sinto vontade de dançar, de desatar a correr, de começar a viver. Quero sair daqui, decidir pelo inesperado, saber o que realmente quero, conseguir andar de saltos todo o dia, poder manchar a minha roupa e comprar outra bem melhor e mais cara, não me preocupar com o depois, com a marca do sabonete, nem com a despedida, nem com o sofrimento. Quero sair por aí, encontrar alguém, apenas alguém...apenas dançar, correr ao sabor do vento, só por um momento, quem me dera só me encontrar...Vamos ver o mar, vamos passear, correr sem saber o fim, imaginar que és tudo em ti, nada mais pode ser assim, porque amanhã vou ser maior, vou inventar mais um pouco em mim...
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Virose
Afinal isto é uma virose! UPPPPIIIIIIIIII! Anda à solta e pode ser apanhada por qualquer um, e azares dos azares, fui eu quem a apanhou, e ainda por cima sem querer. Danada!!!!!
Isto das doenças e dos amores tem muito que se lhe diga, andamos na nossa vida a seguir o nosso caminho e repente pumba! Lá vem a sacana! E não há males que venham por bem, nestas situações os males são resolvidos com comprimidos, chás com mel e muito repouso ou choro consoante os casos...
E lá vamos nós tentando viver com o mal da época, espirrando para tudo o que passa, deixando no ar uma quantidade de micróbios desesperados em atacar mais um...
É a minha sina.
Isto das doenças e dos amores tem muito que se lhe diga, andamos na nossa vida a seguir o nosso caminho e repente pumba! Lá vem a sacana! E não há males que venham por bem, nestas situações os males são resolvidos com comprimidos, chás com mel e muito repouso ou choro consoante os casos...
E lá vamos nós tentando viver com o mal da época, espirrando para tudo o que passa, deixando no ar uma quantidade de micróbios desesperados em atacar mais um...
É a minha sina.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Daqui a pouco
Saio para a rua mas já não te consigo ver. Queria que esperasses por mim mas, infelizmente, tu já partiste. Levaste tanta coisa contigo e nem sequer te despediste. Hoje vai ser mais um daqueles dias em que vou ficar aqui à espera, na soleira da porta como um cão abandonado à espera do seu dono. Não sei o faço, não sei porque é que ainda aqui estou, daqui pouco faz-se tarde, e eu não sei o que fazer. Deixaste tudo para trás, levaste contigo o melhor de mim e todas as nossas recordações, nem sempre consigo compreender isto que sinto na incerteza tão certeza de que não queres saber de mim. Mas eu, estoicamente, continuarei aqui à espera, a aguardar que bons momentos venham e que a brisa me toque a cara como quem me beija. À espera do sonho...
Deixa-me sonhar. Eu, daqui a pouco, já volto....
Deixa-me sonhar. Eu, daqui a pouco, já volto....
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Voltei...
Depois de tantos acontecimentos, depois de tantas viagens de ida, depois de tantos começos, depois de tantas imagens perdidas, voltei!!!
Voltei para o lugar onde ninguém me conhece, onde ninguém sabe quem eu sou, voltei para cá para conhecer o que realmente é bom. Voltei porque tinha de voltar, voltei porque me tinham chamado, voltei para tudo apagar, neste Mundo em que existo.
Não sei, de repente tive vontade de não escrever, de não dizer mais nada porque não tinha mais nada a dizer. Nada na minha vida tinha importãncia, nada na minha vida era assim tão essencial, nada em acréscimo, nada e enfim tão fundamental. Mas entretanto sei que apenas voltei...
Voltei para o lugar onde ninguém me conhece, onde ninguém sabe quem eu sou, voltei para cá para conhecer o que realmente é bom. Voltei porque tinha de voltar, voltei porque me tinham chamado, voltei para tudo apagar, neste Mundo em que existo.
Não sei, de repente tive vontade de não escrever, de não dizer mais nada porque não tinha mais nada a dizer. Nada na minha vida tinha importãncia, nada na minha vida era assim tão essencial, nada em acréscimo, nada e enfim tão fundamental. Mas entretanto sei que apenas voltei...
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