Quero levar-te daqui,
quero sair deste meu casulo,
quero sentir o teu cheiro
e colar o meu corpo ao teu,
quero contornar as tuas curvas
e vislumbrar cada centimetro da tua pele,
quero abarçar-te devagar
como quem se agarra a uma manta num dia de chuva,
quero beijar-te
e elevar os meus pés do chão,
quero-te agora,
quero-te já sem paz,
quero-te com toda a paixão...
quarta-feira, 20 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Fora do Pegulhal...
Quero acreditar que todas as pessoas têm direito à diferença.
Porquê julgar os outros quando temos "telhados de vidro"? Qual é necessidade que temos de viver como carneiros?
Nunca vou conseguir controlar tudo aquilo que dizem de mim, lá isso é verdade. Nem sei se quero saber, efectivamente, o que dizem da minha pessoa pelas costas. No entanto, detesto aquele ar inquisitivo quando digo algo que não se compadeça com aquilo que os outros pensam. Mas porque raio é que eu tenho de ser igual a eles?
Uma fulana trintona não pode ter determinado tipo de comportamentos que é logo sujeita aos mais diversos comentários. Eu, pelo menos, não vivo numa realidade podre. Sou aquilo que sou e ponto final. Não vou modificar-me pelo outros, nem vou pensar da mesma forma que eles só para fazer bonito.
Querem ser carneiros? Sejam. Mas não julgem os outros por serem diferentes. A frustação chegará a todos a uns mais cedo e a outros mais tarde mas chegará.
Eu só quero ser feliz e cada um vive a sua felicidade à sua maneira. Por isso é que cada dia que passa menos direi de mim e menos quero saber dos outros...
Porquê julgar os outros quando temos "telhados de vidro"? Qual é necessidade que temos de viver como carneiros?
Nunca vou conseguir controlar tudo aquilo que dizem de mim, lá isso é verdade. Nem sei se quero saber, efectivamente, o que dizem da minha pessoa pelas costas. No entanto, detesto aquele ar inquisitivo quando digo algo que não se compadeça com aquilo que os outros pensam. Mas porque raio é que eu tenho de ser igual a eles?
Uma fulana trintona não pode ter determinado tipo de comportamentos que é logo sujeita aos mais diversos comentários. Eu, pelo menos, não vivo numa realidade podre. Sou aquilo que sou e ponto final. Não vou modificar-me pelo outros, nem vou pensar da mesma forma que eles só para fazer bonito.
Querem ser carneiros? Sejam. Mas não julgem os outros por serem diferentes. A frustação chegará a todos a uns mais cedo e a outros mais tarde mas chegará.
Eu só quero ser feliz e cada um vive a sua felicidade à sua maneira. Por isso é que cada dia que passa menos direi de mim e menos quero saber dos outros...
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Encadeados
Depois de ter desmarcado os meus encontros e de deixar a vida social intensa para trás (estou a tentar ironizar porque de intensidade percebo pouco), dei por mim, sozinha, a vaguear (Sim, só pode mesmo ser vaguear porque continuo a procurar, sendo certo que também não sei bem o que é que procuro).
Soube-me bem ter ficado sozinha. A companhia é, por vezes, necessária mas não é fundamental. Somos seres naturalmente individuais e egoístas (vê-se pelas relações).
Com esta conversa toda e a propósito de "procuras", lembrei-me agora de um filme que vi há pouco tempo chamado "My Blueberry Nights", em que a personagem Elisabeth (protagonizada pela Norah Jones) percorre a América durante um ano à procura do verdadeiro amor e só percebe que ele está mesmo ali ao lado no final do filme. Lembro-me, há alguns anos atrás, um amigo meu me ter dito que só teríamos a percepção do amor da nossa vida quando estivessemos a morrer. Despropositado, convenhamos. Não faz sentido descobrir, no momento da minha morte, quem afinal amei durante toda a minha vida. Nem faz sentido que, "quase do outro lado", venha a concretizar esse amor. Há aqui uma impossibilidade objectiva.
O melhor é continuar à "procura" ou, então, esperar que esteja mesmo ali ao lado...
Soube-me bem ter ficado sozinha. A companhia é, por vezes, necessária mas não é fundamental. Somos seres naturalmente individuais e egoístas (vê-se pelas relações).
Com esta conversa toda e a propósito de "procuras", lembrei-me agora de um filme que vi há pouco tempo chamado "My Blueberry Nights", em que a personagem Elisabeth (protagonizada pela Norah Jones) percorre a América durante um ano à procura do verdadeiro amor e só percebe que ele está mesmo ali ao lado no final do filme. Lembro-me, há alguns anos atrás, um amigo meu me ter dito que só teríamos a percepção do amor da nossa vida quando estivessemos a morrer. Despropositado, convenhamos. Não faz sentido descobrir, no momento da minha morte, quem afinal amei durante toda a minha vida. Nem faz sentido que, "quase do outro lado", venha a concretizar esse amor. Há aqui uma impossibilidade objectiva.
O melhor é continuar à "procura" ou, então, esperar que esteja mesmo ali ao lado...
quarta-feira, 29 de abril de 2009
"Tolstoi Square"
O "Tolstoi Square" nada tem haver com "quadrado". Aliás de "quadrado" tem muito pouco. Passado numa época do Portugal (ainda) facista este Aníbal (diplomata em França) transporta-nos para uma Paris liberal e libertina do início dos anos setenta, no rescaldo do Maio de 68.
Este livro é deveras um elixir para os sentidos. Conseguimos beber cada palavra do autor e perceber que a vida é aquilo, que é uma constante de encontros e desencontros, de alegrias e fracassos, de amores e desamores, de "Bensons" e de Johnnies".
Descobri um escritor e fico sempre muito contente por isso. A literatura faz-nos bem à alma, torna-nos mais sábios, mais seguros, com mais espessura.
Este livro é deveras um elixir para os sentidos. Conseguimos beber cada palavra do autor e perceber que a vida é aquilo, que é uma constante de encontros e desencontros, de alegrias e fracassos, de amores e desamores, de "Bensons" e de Johnnies".
Descobri um escritor e fico sempre muito contente por isso. A literatura faz-nos bem à alma, torna-nos mais sábios, mais seguros, com mais espessura.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Aprendizagem
Na passada segunda-feira, dia 20 de Abril, saiu mais um álbum dos "Depeche Mode", intitulado "Sounds of the Universe". Lá fui eu, como fã incondicional que sou, nesse mesmo dia, comprar o dito.
Admito que numa primeira audição será complicado gostar de imediato do disco. Ao contrário do que diz o ditado, "nem sempre os últimos são os primeiros" e neste caso não é o é, decididamente.
Com isto não quero dizer que estou desiludida com o álbum. Nada disso. Acho que esperava algo diferente dos "DM".
No entanto, vou continuar a minha aprendizagem uma vez que o "In Chains" já começa a "povoar-me" a cabeça...
Admito que numa primeira audição será complicado gostar de imediato do disco. Ao contrário do que diz o ditado, "nem sempre os últimos são os primeiros" e neste caso não é o é, decididamente.
Com isto não quero dizer que estou desiludida com o álbum. Nada disso. Acho que esperava algo diferente dos "DM".
No entanto, vou continuar a minha aprendizagem uma vez que o "In Chains" já começa a "povoar-me" a cabeça...
segunda-feira, 13 de abril de 2009
A inocência
Este filme não me sai da cabeça...
Na passada quinta-feira fui à FNAC "cheirar" os livros e acabei por me perder na parte dos DVD's. Estive a ver algumas promoções e deparei-me com "A Juventude de Jane". No início, pensei que seria mais um filme para fazer companhia a uns quantos que tenho em casa para ver há já não sei quanto tempo mas a novidade cativava-me.
Cheguei a casa, coloquei o dvd no leitor e deixei-me cair na cama.
A escritora Jane Austen, para mim, é uma das melhores escritoras de romances de todos os tempos mas se o filme tiver verdadeiramente algo de biográfico ela teve, apesar de tudo, uma hipótese de conhecer o verdadeiro amor.
Cada minuto do filme é sublime, cheio de encantamento e inocência num cenário fabuloso da Inglaterra (entretanto fiquei a saber que o filme foi filmado na Irlanda) dos fins do século XVIII.
Passei todo o fim-de-semana a pensar que gostaria de ter vivido (ou viver) um amor daqueles. Que gostaria, nem que fosse por um momento, elevar-me do chão. Que gostaria de entregar o meu coração a alguém.
Mas como diz a personagem Jane Austen no filme "Não procuro marido nem amante, uma rapariga deve sustentar-se a si própria". Aliás, ficamos com a sensação que o filme, apesar de romãntico, é acima de tudo um "hino" à independência das mulheres e àquilo que elas são capazes de fazer sem necessidade de casarem por segurança ou dinheiro.
No final, independências à parte, todos nós ambicionamos encontrar o tal amor...
Na passada quinta-feira fui à FNAC "cheirar" os livros e acabei por me perder na parte dos DVD's. Estive a ver algumas promoções e deparei-me com "A Juventude de Jane". No início, pensei que seria mais um filme para fazer companhia a uns quantos que tenho em casa para ver há já não sei quanto tempo mas a novidade cativava-me.
Cheguei a casa, coloquei o dvd no leitor e deixei-me cair na cama.
A escritora Jane Austen, para mim, é uma das melhores escritoras de romances de todos os tempos mas se o filme tiver verdadeiramente algo de biográfico ela teve, apesar de tudo, uma hipótese de conhecer o verdadeiro amor.
Cada minuto do filme é sublime, cheio de encantamento e inocência num cenário fabuloso da Inglaterra (entretanto fiquei a saber que o filme foi filmado na Irlanda) dos fins do século XVIII.
Passei todo o fim-de-semana a pensar que gostaria de ter vivido (ou viver) um amor daqueles. Que gostaria, nem que fosse por um momento, elevar-me do chão. Que gostaria de entregar o meu coração a alguém.
Mas como diz a personagem Jane Austen no filme "Não procuro marido nem amante, uma rapariga deve sustentar-se a si própria". Aliás, ficamos com a sensação que o filme, apesar de romãntico, é acima de tudo um "hino" à independência das mulheres e àquilo que elas são capazes de fazer sem necessidade de casarem por segurança ou dinheiro.
No final, independências à parte, todos nós ambicionamos encontrar o tal amor...
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Only for me
Esta canção faz-me pensar na infinidade de coisas que são tão "exclusivamente" minhas.
Eu sei que, de uma forma ou de outra, as vou partilhar porque no Mundo nada é único. No entanto, nada nem ninguém tem influência em alguns dos meus gostos (ao menos isso).
Eu só posso ser eu. No teatro da vida não posso mudar a minha personagem tento, na maior parte das vezes, sem sucesso, gostar cada dia que passa mais dela.
Por esse motivo e mais algum divido convosco algo tão absolutamente meu que pode ser também tão particularmente vosso...
Hey Tom
Do you know
For how long I've been burning too?
It's time to go home
To rise the sun
To bring the truth
You want to make me cry
You want to watch me die
But you don't have the strength
So come on run with me
I want to set you free
I need you to be strong
Somebody asked your name
It could be Jack or Jane
If you don't have a clue
I'll tell you what to do
Hey Tom
Do you know
For how long
Am I loving you?
It's time to move on
To leave my heart
Fell something new
I want to make you smile
I want to close your eyes
But you don't have the strength
So come on run with me
I will not set you free
I need you to...
Tom and Jack and Jane
And love and hate and make
And try to break
Jane and Jack and Tom
You're back...
You're too strong to forget
Jack and Tom I'll make you strong
Tom and Jane where's your strength?
Leave me, feed me, love me, want me
Take me to another place...
Somebody asked your name
It could be Jack or Jane
If you don't have a clue
I'll tell you what to do
Somebody asked your name
It could be Jack or Jane
If you don't have a clue
I'll tell you what to do
(in álbum "Golden ERA" de Rita Redshoes)
Eu sei que, de uma forma ou de outra, as vou partilhar porque no Mundo nada é único. No entanto, nada nem ninguém tem influência em alguns dos meus gostos (ao menos isso).
Eu só posso ser eu. No teatro da vida não posso mudar a minha personagem tento, na maior parte das vezes, sem sucesso, gostar cada dia que passa mais dela.
Por esse motivo e mais algum divido convosco algo tão absolutamente meu que pode ser também tão particularmente vosso...
Hey Tom
Do you know
For how long I've been burning too?
It's time to go home
To rise the sun
To bring the truth
You want to make me cry
You want to watch me die
But you don't have the strength
So come on run with me
I want to set you free
I need you to be strong
Somebody asked your name
It could be Jack or Jane
If you don't have a clue
I'll tell you what to do
Hey Tom
Do you know
For how long
Am I loving you?
It's time to move on
To leave my heart
Fell something new
I want to make you smile
I want to close your eyes
But you don't have the strength
So come on run with me
I will not set you free
I need you to...
Tom and Jack and Jane
And love and hate and make
And try to break
Jane and Jack and Tom
You're back...
You're too strong to forget
Jack and Tom I'll make you strong
Tom and Jane where's your strength?
Leave me, feed me, love me, want me
Take me to another place...
Somebody asked your name
It could be Jack or Jane
If you don't have a clue
I'll tell you what to do
Somebody asked your name
It could be Jack or Jane
If you don't have a clue
I'll tell you what to do
(in álbum "Golden ERA" de Rita Redshoes)
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