Eu bem que podia interessar-me por alguém real. Por alguém que eu conhecesse e não por aquele que quero conhecer. Não me leva a lado nenhum andar a suspirar pelos cantos por alguém sem existência.
E se um dia o encontrar, como será? Será que ele é como eu o imaginei? Será que terá a forma que existe na minha cabeça? O que será que quer? O que será que gosta? No fundo, como será?
Não faço ideia. Só sei que quero que goste de mim, como eu já gosto dele mesmo sem o conhecer...
segunda-feira, 22 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Corte de cabelo
Depois de vários anos de interregno voltei às origens...Voltei a ser aparentemente como era, voltei a ter o mesmo corte de cabelo...
A vida tem destas coisas...nem sempre andar para a frente é conveniente e um corte de cabelo pode fazer milagres. Assim, posso tornar-me irreconhecível, inconstante, imprevisível. Não sou apenas eu...é o meu corte de cabelo...que ganha essência...e com ele ganho eu uma vida nova. :)
A vida tem destas coisas...nem sempre andar para a frente é conveniente e um corte de cabelo pode fazer milagres. Assim, posso tornar-me irreconhecível, inconstante, imprevisível. Não sou apenas eu...é o meu corte de cabelo...que ganha essência...e com ele ganho eu uma vida nova. :)
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Quero-te...
Quero levar-te daqui,
quero sair deste meu casulo,
quero sentir o teu cheiro
e colar o meu corpo ao teu,
quero contornar as tuas curvas
e vislumbrar cada centimetro da tua pele,
quero abarçar-te devagar
como quem se agarra a uma manta num dia de chuva,
quero beijar-te
e elevar os meus pés do chão,
quero-te agora,
quero-te já sem paz,
quero-te com toda a paixão...
quero sair deste meu casulo,
quero sentir o teu cheiro
e colar o meu corpo ao teu,
quero contornar as tuas curvas
e vislumbrar cada centimetro da tua pele,
quero abarçar-te devagar
como quem se agarra a uma manta num dia de chuva,
quero beijar-te
e elevar os meus pés do chão,
quero-te agora,
quero-te já sem paz,
quero-te com toda a paixão...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Fora do Pegulhal...
Quero acreditar que todas as pessoas têm direito à diferença.
Porquê julgar os outros quando temos "telhados de vidro"? Qual é necessidade que temos de viver como carneiros?
Nunca vou conseguir controlar tudo aquilo que dizem de mim, lá isso é verdade. Nem sei se quero saber, efectivamente, o que dizem da minha pessoa pelas costas. No entanto, detesto aquele ar inquisitivo quando digo algo que não se compadeça com aquilo que os outros pensam. Mas porque raio é que eu tenho de ser igual a eles?
Uma fulana trintona não pode ter determinado tipo de comportamentos que é logo sujeita aos mais diversos comentários. Eu, pelo menos, não vivo numa realidade podre. Sou aquilo que sou e ponto final. Não vou modificar-me pelo outros, nem vou pensar da mesma forma que eles só para fazer bonito.
Querem ser carneiros? Sejam. Mas não julgem os outros por serem diferentes. A frustação chegará a todos a uns mais cedo e a outros mais tarde mas chegará.
Eu só quero ser feliz e cada um vive a sua felicidade à sua maneira. Por isso é que cada dia que passa menos direi de mim e menos quero saber dos outros...
Porquê julgar os outros quando temos "telhados de vidro"? Qual é necessidade que temos de viver como carneiros?
Nunca vou conseguir controlar tudo aquilo que dizem de mim, lá isso é verdade. Nem sei se quero saber, efectivamente, o que dizem da minha pessoa pelas costas. No entanto, detesto aquele ar inquisitivo quando digo algo que não se compadeça com aquilo que os outros pensam. Mas porque raio é que eu tenho de ser igual a eles?
Uma fulana trintona não pode ter determinado tipo de comportamentos que é logo sujeita aos mais diversos comentários. Eu, pelo menos, não vivo numa realidade podre. Sou aquilo que sou e ponto final. Não vou modificar-me pelo outros, nem vou pensar da mesma forma que eles só para fazer bonito.
Querem ser carneiros? Sejam. Mas não julgem os outros por serem diferentes. A frustação chegará a todos a uns mais cedo e a outros mais tarde mas chegará.
Eu só quero ser feliz e cada um vive a sua felicidade à sua maneira. Por isso é que cada dia que passa menos direi de mim e menos quero saber dos outros...
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Encadeados
Depois de ter desmarcado os meus encontros e de deixar a vida social intensa para trás (estou a tentar ironizar porque de intensidade percebo pouco), dei por mim, sozinha, a vaguear (Sim, só pode mesmo ser vaguear porque continuo a procurar, sendo certo que também não sei bem o que é que procuro).
Soube-me bem ter ficado sozinha. A companhia é, por vezes, necessária mas não é fundamental. Somos seres naturalmente individuais e egoístas (vê-se pelas relações).
Com esta conversa toda e a propósito de "procuras", lembrei-me agora de um filme que vi há pouco tempo chamado "My Blueberry Nights", em que a personagem Elisabeth (protagonizada pela Norah Jones) percorre a América durante um ano à procura do verdadeiro amor e só percebe que ele está mesmo ali ao lado no final do filme. Lembro-me, há alguns anos atrás, um amigo meu me ter dito que só teríamos a percepção do amor da nossa vida quando estivessemos a morrer. Despropositado, convenhamos. Não faz sentido descobrir, no momento da minha morte, quem afinal amei durante toda a minha vida. Nem faz sentido que, "quase do outro lado", venha a concretizar esse amor. Há aqui uma impossibilidade objectiva.
O melhor é continuar à "procura" ou, então, esperar que esteja mesmo ali ao lado...
Soube-me bem ter ficado sozinha. A companhia é, por vezes, necessária mas não é fundamental. Somos seres naturalmente individuais e egoístas (vê-se pelas relações).
Com esta conversa toda e a propósito de "procuras", lembrei-me agora de um filme que vi há pouco tempo chamado "My Blueberry Nights", em que a personagem Elisabeth (protagonizada pela Norah Jones) percorre a América durante um ano à procura do verdadeiro amor e só percebe que ele está mesmo ali ao lado no final do filme. Lembro-me, há alguns anos atrás, um amigo meu me ter dito que só teríamos a percepção do amor da nossa vida quando estivessemos a morrer. Despropositado, convenhamos. Não faz sentido descobrir, no momento da minha morte, quem afinal amei durante toda a minha vida. Nem faz sentido que, "quase do outro lado", venha a concretizar esse amor. Há aqui uma impossibilidade objectiva.
O melhor é continuar à "procura" ou, então, esperar que esteja mesmo ali ao lado...
quarta-feira, 29 de abril de 2009
"Tolstoi Square"
O "Tolstoi Square" nada tem haver com "quadrado". Aliás de "quadrado" tem muito pouco. Passado numa época do Portugal (ainda) facista este Aníbal (diplomata em França) transporta-nos para uma Paris liberal e libertina do início dos anos setenta, no rescaldo do Maio de 68.
Este livro é deveras um elixir para os sentidos. Conseguimos beber cada palavra do autor e perceber que a vida é aquilo, que é uma constante de encontros e desencontros, de alegrias e fracassos, de amores e desamores, de "Bensons" e de Johnnies".
Descobri um escritor e fico sempre muito contente por isso. A literatura faz-nos bem à alma, torna-nos mais sábios, mais seguros, com mais espessura.
Este livro é deveras um elixir para os sentidos. Conseguimos beber cada palavra do autor e perceber que a vida é aquilo, que é uma constante de encontros e desencontros, de alegrias e fracassos, de amores e desamores, de "Bensons" e de Johnnies".
Descobri um escritor e fico sempre muito contente por isso. A literatura faz-nos bem à alma, torna-nos mais sábios, mais seguros, com mais espessura.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Aprendizagem
Na passada segunda-feira, dia 20 de Abril, saiu mais um álbum dos "Depeche Mode", intitulado "Sounds of the Universe". Lá fui eu, como fã incondicional que sou, nesse mesmo dia, comprar o dito.
Admito que numa primeira audição será complicado gostar de imediato do disco. Ao contrário do que diz o ditado, "nem sempre os últimos são os primeiros" e neste caso não é o é, decididamente.
Com isto não quero dizer que estou desiludida com o álbum. Nada disso. Acho que esperava algo diferente dos "DM".
No entanto, vou continuar a minha aprendizagem uma vez que o "In Chains" já começa a "povoar-me" a cabeça...
Admito que numa primeira audição será complicado gostar de imediato do disco. Ao contrário do que diz o ditado, "nem sempre os últimos são os primeiros" e neste caso não é o é, decididamente.
Com isto não quero dizer que estou desiludida com o álbum. Nada disso. Acho que esperava algo diferente dos "DM".
No entanto, vou continuar a minha aprendizagem uma vez que o "In Chains" já começa a "povoar-me" a cabeça...
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