Desde que cheguei ao meu refúgio começo a apreciar a minha própria companhia. Não é muito normal, é verdade, mas acho que agora consigo conviver melhor com a minha sombra. Passo os dias a pensar no que dizer-me, no que fazer, enfim, em saber o que ainda falta sobre mim.
Depois de algum tempo passamos a conhecer-nos melhor quando estamos afastados da "vida real", percebemos o quanto somos especiais e o quão somos importantes para nós, só para nós.
Nunca me tinha apercebido que era assim. Como a tatuagem que trago em mim.
Que me acompanha sempre...como uma sombra.....
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Volto já
Mais nada faz sentido
cheguei aqui meio perdido
e não consigo encontrar-me
dá-me algo para ajudar-me
não consigo mais pensar
nem sequer imaginar
que para lá daqui há um lugar
perto de me encontrar
E tudo o que eu dê
será apenas só para mim
não quero ser mais um presente
nem quero ser nada a ti
Deixa ir encontrar-me
não me enalteças mais
a queda ainda vai ser grande
e tudo tem um jamais
cheguei aqui meio perdido
e não consigo encontrar-me
dá-me algo para ajudar-me
não consigo mais pensar
nem sequer imaginar
que para lá daqui há um lugar
perto de me encontrar
E tudo o que eu dê
será apenas só para mim
não quero ser mais um presente
nem quero ser nada a ti
Deixa ir encontrar-me
não me enalteças mais
a queda ainda vai ser grande
e tudo tem um jamais
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Caixa de Memórias
Ando a mexer nas memórias
a adormecer o sentimento
quero ver-te aqui por perto
nem que seja por um momento
Nada na vida é ilimitado
nada no Mundo sabe tão bem
do que abrir a caixa de memórias
e ver o que nela tem
Flores secas
um poema rasgado
uma infinidade de recordações
de coração despedaçado
E a vida continua
mesmo depois de fechá-la
ficará sempre na memória
mas muito melhor será guardá-la
a adormecer o sentimento
quero ver-te aqui por perto
nem que seja por um momento
Nada na vida é ilimitado
nada no Mundo sabe tão bem
do que abrir a caixa de memórias
e ver o que nela tem
Flores secas
um poema rasgado
uma infinidade de recordações
de coração despedaçado
E a vida continua
mesmo depois de fechá-la
ficará sempre na memória
mas muito melhor será guardá-la
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Ao sabor do vento
Rumo ao sul
Vamos sempre rumo ao sul
ao sabor do vento
para onde ele nos levar
Vamos em desatino
sem ter um destino
vamos de viagem
vamos apenas de passagem
ao sabor do vento
vamos só nós os dois
sem pensarmos em depois
sem pensarmos na próxima viragem
E seguimos assim
nesta viagem sem fim
rumo a ti
rumo a mim
Vamos sempre rumo ao sul
ao sabor do vento
para onde ele nos levar
Vamos em desatino
sem ter um destino
vamos de viagem
vamos apenas de passagem
ao sabor do vento
vamos só nós os dois
sem pensarmos em depois
sem pensarmos na próxima viragem
E seguimos assim
nesta viagem sem fim
rumo a ti
rumo a mim
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Desejo
Há sensações inexplicáveis
Há vontades imesuráveis
É tanto e apenas nada
numa história inacabada
Não sei se é loucura ou não
Ter-te mesmo aqui à mão
e não te desejar tanto assim
Uma vontade não se explica
Essa, apenas complica
Aquilo que queremos sentir
Relatamos o impossível
Mantemo-nos no invisível
E esperamos....pelo sonho
Há vontades imesuráveis
É tanto e apenas nada
numa história inacabada
Não sei se é loucura ou não
Ter-te mesmo aqui à mão
e não te desejar tanto assim
Uma vontade não se explica
Essa, apenas complica
Aquilo que queremos sentir
Relatamos o impossível
Mantemo-nos no invisível
E esperamos....pelo sonho
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Noutro lugar
Existem coisas que não sei explicar
existem coisas sobre as quais não quero falar
existem vidas diferentes da minha
existem outros que me deixam sozinha
Neste momento não consigo pensar
nem quero mais mudar
só quero me imaginar
talvez....noutro lugar...
existem coisas sobre as quais não quero falar
existem vidas diferentes da minha
existem outros que me deixam sozinha
Neste momento não consigo pensar
nem quero mais mudar
só quero me imaginar
talvez....noutro lugar...
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Comboio
Aqui (movente ou parada?)
Vou contra a vida que foge
Nos campos que à desfilada
Vão ao invés do que corre.
Que deus me ilude ou me mente?
Porquê na hora fugaz
Eu julgo que vou para a frente
Se tudo avança para trás?
Acaso regressa o tempo
Ao que era antes do mal
Nas árvores que recuam à floresta inicial?
Natália Correia
Vou contra a vida que foge
Nos campos que à desfilada
Vão ao invés do que corre.
Que deus me ilude ou me mente?
Porquê na hora fugaz
Eu julgo que vou para a frente
Se tudo avança para trás?
Acaso regressa o tempo
Ao que era antes do mal
Nas árvores que recuam à floresta inicial?
Natália Correia
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