sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Virose

Afinal isto é uma virose! UPPPPIIIIIIIIII! Anda à solta e pode ser apanhada por qualquer um, e azares dos azares, fui eu quem a apanhou, e ainda por cima sem querer. Danada!!!!!
Isto das doenças e dos amores tem muito que se lhe diga, andamos na nossa vida a seguir o nosso caminho e repente pumba! Lá vem a sacana! E não há males que venham por bem, nestas situações os males são resolvidos com comprimidos, chás com mel e muito repouso ou choro consoante os casos...
E lá vamos nós tentando viver com o mal da época, espirrando para tudo o que passa, deixando no ar uma quantidade de micróbios desesperados em atacar mais um...
É a minha sina.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Daqui a pouco

Saio para a rua mas já não te consigo ver. Queria que esperasses por mim mas, infelizmente, tu já partiste. Levaste tanta coisa contigo e nem sequer te despediste. Hoje vai ser mais um daqueles dias em que vou ficar aqui à espera, na soleira da porta como um cão abandonado à espera do seu dono. Não sei o faço, não sei porque é que ainda aqui estou, daqui pouco faz-se tarde, e eu não sei o que fazer. Deixaste tudo para trás, levaste contigo o melhor de mim e todas as nossas recordações, nem sempre consigo compreender isto que sinto na incerteza tão certeza de que não queres saber de mim. Mas eu, estoicamente, continuarei aqui à espera, a aguardar que bons momentos venham e que a brisa me toque a cara como quem me beija. À espera do sonho...
Deixa-me sonhar. Eu, daqui a pouco, já volto....

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Voltei...

Depois de tantos acontecimentos, depois de tantas viagens de ida, depois de tantos começos, depois de tantas imagens perdidas, voltei!!!
Voltei para o lugar onde ninguém me conhece, onde ninguém sabe quem eu sou, voltei para cá para conhecer o que realmente é bom. Voltei porque tinha de voltar, voltei porque me tinham chamado, voltei para tudo apagar, neste Mundo em que existo.
Não sei, de repente tive vontade de não escrever, de não dizer mais nada porque não tinha mais nada a dizer. Nada na minha vida tinha importãncia, nada na minha vida era assim tão essencial, nada em acréscimo, nada e enfim tão fundamental. Mas entretanto sei que apenas voltei...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Medo

Ultimamente tenho pensado muito na morte. Não entendo o porquê mas a verdade é que a ideia não me sai da cabeça. Interrogo-me constantemente sobre qual o objectivo com que nos faz vir cá, ficar por cá, viver não sei quantos anos e depois morrer. Fará algum sentido? Não deveríamos ser todos imortais?Porque é apenas um dom dos deuses? Se calhar assim deixariamos de ter medo...
O medo da morte, e nomeadamente o medo da dor e outro tipo de medos, assolam toda a gente. Todos os dias estamos um dia mais perto do fim e pensamos que nunca conseguiremos fazer tudo aquilo que queremos numa só vida. Então porque é que não podemos voltar? Porque é que não podemos voltar cá e fazer aquilo que ainda nos resta para fazer? Assim deixariamos de ter medo e passariamos a desejar outras coisas, a fazer as coisas mais doidas, deixariamos de desafiar a morte porque passaria ela a desafiar-nos...

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Tatuagem

Desde que cheguei ao meu refúgio começo a apreciar a minha própria companhia. Não é muito normal, é verdade, mas acho que agora consigo conviver melhor com a minha sombra. Passo os dias a pensar no que dizer-me, no que fazer, enfim, em saber o que ainda falta sobre mim.
Depois de algum tempo passamos a conhecer-nos melhor quando estamos afastados da "vida real", percebemos o quanto somos especiais e o quão somos importantes para nós, só para nós.
Nunca me tinha apercebido que era assim. Como a tatuagem que trago em mim.
Que me acompanha sempre...como uma sombra.....

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Volto já

Mais nada faz sentido
cheguei aqui meio perdido
e não consigo encontrar-me
dá-me algo para ajudar-me

não consigo mais pensar
nem sequer imaginar
que para lá daqui há um lugar
perto de me encontrar

E tudo o que eu dê
será apenas só para mim
não quero ser mais um presente
nem quero ser nada a ti

Deixa ir encontrar-me
não me enalteças mais
a queda ainda vai ser grande
e tudo tem um jamais

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Caixa de Memórias

Ando a mexer nas memórias
a adormecer o sentimento
quero ver-te aqui por perto
nem que seja por um momento
Nada na vida é ilimitado
nada no Mundo sabe tão bem
do que abrir a caixa de memórias
e ver o que nela tem
Flores secas
um poema rasgado
uma infinidade de recordações
de coração despedaçado
E a vida continua
mesmo depois de fechá-la
ficará sempre na memória
mas muito melhor será guardá-la